QUEM SOU ESSA? - UOL Blog
QUEM SOU ESSA?


Chá quente escorre pela garganta até os pés dos meu pés...

Ferve todo o dentro que quase derrete com  palavras quentes

que entram pelos ouvidos e descem até minhas águas...

Àguas de minhas palavras que gritam sem mormaço...

É tudo sol mesmo quando chove.

Chuva quente entre chás, versos e desejos...

Quente.

Todo papel é beijo

 Todo ouvido gosta

Toda boca pede

...

 



Escrito por maria roberta às 01:16:51
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tanta tanta tanta tanta tanta tanta

vilolência.

desliguei a TV.

(mas às vezes silêncio não serve.)



Escrito por maria roberta às 12:50:17
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meu corpo não me engana.

reclama.

ama.

a medicina de confiança ?

talvez o divã...

mas enquanto não passa

(só o tempo)

tudo não passa de chateação.

e dar defeito

(como um eletrodoméstico)

fica coisa

 doída, pressionada,ferida,esquisita, entupida, torta...

fica coisa

sem  central de atentimento ao cliente

sem técnico especializado,

sem porto...

e todo cuidado

é pouco.

 



Escrito por maria roberta às 23:33:27
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OH

A eternidade se deita sobre nós

reordena o horizonte

desfeito na hora do amor.

Despida em meu corpo, o teu corpo

sobre o meu corpo

sobre este leito que não é de pedras.

Recebo-te

Sou tua

Flor

grita o meu olhar sem rédeas

Enquanto o teu ser

escorre em mim.

(  foi a Alexandra Maia que disse)



Escrito por maria roberta às 00:07:24
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na boca a vontade de beber a garrafa de vinho e meu amor está longe. os remédios não combinam com álcool mas quem sabe me adormeçam desse cansaço de ser sem saber o que se é quando não se está sendo nada.

o anel prata pesado no dedo mas tão leve nos dias é marcado de histórias não minhas e agora me acompanha na luta e no deslumbramento, nos desejos e na agustia que arranca meu peito de mim mesma pra virar pedra. queria eu ser a decisão dos pingos de chuva ou a certeza do fogo  que esquenta quem pede. é sem graça a decidida direção mas cheia de alívio saber pra onde se vai. ou não???.

na boca o gosto do mel do biscoito escolhido por quem precisa de gentilezas na garganta e estômago e ... e... e... no corpo a saudade das línguas, dos gestos, do prazer desenhados nos olhos. no peito o medo do medo que dá. na cama a precisa necessidade do sono em paz e sem  alguéns embora com todos os inquilinos restantes de minha casa-alma.

calma não se pede. vinho se oferece.

sem ele faço um brinde ao meu ofício de gentes -estátuas-status. faço um brinde ao tudo que se aprende quando se é grande.  sem o vinho faço um brinde à possibilidade do trabalho cheio de cores e feitos e pessoas-caminhos e interesses, e dia-a-dia repleto de minhas observações que se ex- pandem como corujas misteriosas e tão transparentes por não conseguir mergulhar mais no que não se é.

na barriga o frio de outrora. no pé o derramamento de poesia. nos olhos o preto dos tempos. nas unhas, as cores esquecidas. no tempo a vontade de abraçar e desistir. ou de seguir e vibrar. ou de ser cítrico e de ser flores.

o telefone não toca porque não deixo e a água esfria porque permito. cada banho tem a cor que se deseja. às vezes par. às vezes mar. às vezes ímpar.

a viagem pra depois fica na vontade. o exterior é aqui. dentro é estrangeiro. perto é coisa de peito. a casa limpa que escorrega as certezas, os papéis que têm o tamanho da dona: brancos e sujos, valores, receitas, cartas antigas, letras velhas. na lembrança a sensação de que nada se construiu. no coração mora o que deve ser amor  e é ponte para algum depois sem susto. algum depois presente. 

o vinho da boca é  vontade. desejo e montanha-russa de ser.  todo dia sou feita de afeto. todo dia sou paisagem. todo dia, a lágrima.  todo dia vestida de aprendizagem.

perguntas não dependem de respostas. ex-posta é a res-posta de meu espelho . que abriga  os olhos de mim. mim-outros. mim-não. mim-sim.



Escrito por maria roberta às 23:22:01
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